Mariana Pombo
Pedro Almeida

Humberto Delgado
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Eu, Humberto Delgado,fiquei conhecido, como o general "sem medo", nasci em Torres Novas em 15 de Maio de 1906.
Fiz os meus estudos no Colégio Militar e depois na Escola do exército. Não gostei da escola do exército, pois verifiquei que estava nuito degradado, e culpei os regimes e os politicos dessa época.
Entrei em várias conspirações contra a República, e fui para a Aeronáutica ( ramo do exército).
Fiz parte do 28 de Maio que derrubou a República liberal e implantou em Portugal a ditadura Militar, que iria dar lugar ao Estado Novo.
Fui adepto do Salazarismo, e tornei-me o mais jovem oficial do Estado Maior, e vim a arrepender-me mais tarde.
Contactei com os Ingleses, que me admiraram muito, pois recolhi dados que permitiram a construção de uma base aérea nos Açores, para uso dos aliados.
Recebi um elogio oficial de Londres pelo meu trabalho.
A partir de 1944, tive contactos com EUA, tendo vários cargos. Vivi no EUA cinco anos o que fez com que mudasse a, minha maneira de encarar o Estado Novo, e comecei a identificar-me com o grupo liberal das forças armadas.
O meu pensamento, passa a ser cada vez mais critico ao Salazar e à mentalidade portuguesa.
Aliei-me a Henrique Galvão, que era liberal. Este, sugeriu-me, que me candidatasse à chefia do Estado. Tive o apoio da maior parte da população, e fui candidato da oposição democrática ás eleições de 1958, tendo como meu opositor o candidato da União Nacional, Américo Tomás.
Os EUA, distanciam-se do processo, não me apoiando.
O Regime faz propaganda, contra mim, dizendo que eu era agente de um "poder estrangeiro".
Eu, percorri o país de Norte a Sul, fazendo a minha campanha, marcada por manifestações em Lisboa e no Porto.
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O Governo em virtude desta enorme adesão popular, activa enormes medidas de repressão. O Governo tudo fez, para acabar, com esta adesão popular, e dificultou a cópia dos cadernos eleitorais e distribuição dos boletins de voto.
Deixei de ter o apoio dos oficiais das forças armadas.
A 8 de Junho de 1958, decorre o acto eleitoral, e nesse mesmo dia o Governo publica uma lei que proibe a oposição de inspeccionar o funcionamento das assembleias de voto, e assim os resultados eleitorais, manipulados favoráveis ao Regime.
Depois da eleições, tornei-me um homem só e incómodo.
Em 1959, acabei por pedir asilo ao Brasil. No Brasil, continuei a minha luta, contra Salazar, seguindo mais tarde para a Europa e Argélia.
Em Novembro de 1960, parti para a Inglaterra, passando por Caracas, onde me encontrei com Henrique Galvão, ai exílado, planificamos o ataque ao paquete "Santa Maria", no mar das Caraibas, a quem chamaram, "Operação Dulcineia", foi um meio de propaganda, para atrair as atenções da opinião pública Internacional, para a situação política do país.
Os Americanos, perante a indignação de Salazar, entregaram-nos ao exílio que o Brasil nos oferecia.
A 13 de Fevereiro de 1965, fui chamado á fronteira de Badajoz, por presumíveis conspiradores de Salazar, onde fui assassinado pela PIDE.
Caí numa armadilha fatal.


Uma homenagem à minha pessoa