Daniela e Margarida
Sejam benvindos,

Frank Lloyd Wright


"... tendo um bom começo, não só pretendo ser o melhor arquitecto que já viveu, mas pretendo ser o melhor arquitecto que viverá para sempre. Sim, pretendo ser o melhor arquitecto de todos os tempos."

Eu sou o Frank Lloyd Wright, tenho neste momento noventa e dois anos e vou-vos contar a história da minha vida.


A Minha História


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Eu, Frank Lloyd Wright
Nasci no dia 8 de Junho de 1867 em Richland Center, sou o filho mais velho de William Russell Cary Wright, um ministro unitarista e professor de música, e de Anna Lloyd Jones Wright, uma professora. O meu pai sendo ele músico, deu-me um amor especial pela música, mas foi a minha mãe que me incentivou a tornar-me num arquiteto. Ela colava-me imagens de catedrais pelo o quarto todo e aos 9 anos (1876) comprou-me um sistema de Frederick Froebel. Este sistema era constituido pelo um conjunto de tiras coloridas de papel, bidimensional e um conjunto de cubos, pirâmides e esferas de madeira que serviam para fazer pequenas construções.

Aos meus 18 anos matriculei-me, para estudar engenharia na Universidade de Wisconsin, Madison, mas o meu desejo de prosseguir a carreira na arquitectura era tão grande que acabei por sair e mudei-me para Chicago, onde encontrei rapidamente um escritório de arquitectura para trabalhar. Era o escritório de Joseph Lyman Silsbee. Mas a minha ambição, logo me levou a Louis Sullivan, um dos arquitectos mais progressistas de Chicago nessa altura (1894).

Os anos vividos em Oak Park


Louis Sullivan foi uma influência importante para mim, pôs-me a trabalhar num cargo de construção residencial, e mais tarde em 1889 concebeu-me um empréstimo para eu comprar terrenos para construir uma casa para mim e para a minha nova esposa, Catherine Lee Tobin, no distrito de Oak Park de Chicago. Em 1893 fui convidado a sair da empresa, começando a partir daí a trabalhar o meu própio estilo.

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Mamah Borthwick Cheney
Nos 16 anos seguintes limitei-me a desenvolver o Prairie Style em comissões para casas particulares, em Chicago, em especial, em Oak Park.O que valeu a pena pois a maioria dos meus clientes ficaram muito satisfeitos. Este estilo baseava-se no ambiente interno, com grande atenção à iluminação, aquecimento e climatização. A Prairie Style tinha também como objectivo criar uma arquitetura verdadeiramente norte-americana, inspirando-me também na Europa ( a partir de escritos do racionalista francês Eugene Viollet-le-Duc e das Artes); Japão (Artes e aquitectura) e da América pré-colombiana (cultura).

Em 1905 fui convidado a construir Unity Temple, um lugar de culto para a igreja Universalista em Oak Park, desfio que aceitei. Foi um pouco dificíl pois o orçamento era um pouco reduzido (45.000$), mas lá consegui. Depois, em 1906, construí a Robie House, em Chicago,a pedido de Frederik Robie,um engenheiro industrial. Segundo os críticos nesta obra eu mostrei uma faceta mais madura.

Tudo corria bem na minha vida até que caí nas garras do amor, quando me apaxonei pela pela esposa de um cliente próximo, Mamah Borthwick Cheney. Sendo este amor praticamente impossível, pois ambos eramos casados a uníca opcão que havia para ficarmos juntos era fugir, e foi isso que aconteceu. Em 1909 deixei tudo para traz, a minha esposa, os meus seis filhos e o meu estúdio, onde tinha depositado todo o meu trabalho e fomos para Berlim. Durante esse tempo trabalhei num livro sobre a minha obra para a editora Germany Ernst Wasmuth e visitei alguns países como a Aústria, a Itália e a França.

Tragédia após tragédia


Em 1911, voltei para os Estados Unidos onde consegui garantir dinheiro suficiente para construir uma casa para mim e para a minha família (Mamah Cheney e os meus dois filhos) em Spring Green, em Wisconsin. Chamei a esta casa Taliesin.
Mas aconteceu uma desgraça, neste ano a minha mulher e os meus dois filhos foram assassinados e em seguida atearam fogo à casa. Foi uma tragédia, só ao fim de dez anos consegui recuperar a minha confiança e voltar a ter uma vida estável.

Prestei homenagem ao meu grande amor, pela qual destruí uma carreira normal, construindo-lhe uma simples sepultura. Construi também um segundo Taliesin sobre as cinzas do primeiro, desenvolvendo ainda mais o meu estilo defensivo. Mas parecia que as tragédias me perseguiam, o segundo Taliesin foi incendiado, e durante o incêndio os meus vizinhos não só me ajudaram a apagar as chamas, como também me roubaram algumas obras de arte Oriental que eu preservava em casa.

Começar de novo


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A Casa da Cascata
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Eu e a minha terceira esposa, Olgivanna Milanoff
Em 1927 conheci a mulher que me salvou da auto-destruição, Olgivanna Milanoff, uma aristocrata da Europa de Leste. Conhecemo-nos em Chicago numa actuação do Ballet de Petrogrado e casámo-nos em 1928, foi o meu terceiro casamento.

Com Olgivanna consegui recuperar dos diversos problemas e desastres que me assombravam, ela era o lado romântico que me faltava e ajudou-me imenso. Entrei, então, num longo período de introspecção e escrevi uma autobiografia, fazendo uma nova auto-avaliação. À parte disto desenvolvi um novo estilo que utilizei para construir várias casas ocidentiais, um estilo romântico que evoluiu da Califórnia. Foi durante este período que construí a Casa da Cascata. Neste período também me dediquei a desenhar plantas de casas extravagantes para milionários, mas ao mesmo tempo dediquei-me também a construir casas económicas para os pobres.

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A Casa da Cascata durante o Inverno

Durante o período da Depressão, mudei novamente o meu estilo e imagem, abandonei o meu lado romântico e transformei-me num grande visionário e no final dos anos 20 já era tão respeitado como tinha sido na viragem do século. Dei inúmeras palestras em universidades conceituadas, iniciei o projecto visionário "Taliesin Fellowship" e nos meus sessenta anos decidi tornar-me numa pessoa culta. Eu pretendia abastecer uma América abalada pela revolução Marxista. Acredito no capitalismo, mas acho que a terra e os meios de produção como crédito pessoal devem ser distribuídos, em vez de serem concentrados apenas nos monopólios.

Apareci na capa da revista Time, no dia 17 de Janeiro de 1938 e pouco tempo depois fui estampa de moedas de dois cêntimos. Nos anos trinta comecei a compreender a importância que tinha uma sociedade comercial. Desde esta data até agora tenho dedicado tanto tempo a dar entrevistas para a rádio e para a televisão e a ser uma celebridade, como a desenhar edifícios.

Estou certo que já não me resta muito tempo de vida, mas acho que ocupei o meu tempo a construir uma grande herança arquitectónica que será para sempre recordada.

Bibliografia

- http://www.oprf.com/flw/bio

- http://www.architetturaorganica.org/architetturaorganica/ARCHITETTURA/ITALIA/casa%20sulla%20cascata.jpg

- http://www.uunhf.org/unitarian/famous/franklloydwright.jpg

- http://www.oprf.com/flw/bio/olgivann.JPG

- http://graphics8.nytimes.com/images/2007/09/23/books/schi190.jpg

- http://www.youtube.com/watch?v=9CVKU3ErrGM
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Trabalho realizado por:

- Ana Margarida Carvalho, nº 2, 9ºD;
- Daniela Cordeiro, nº 9, 9ºD.