Coco Chanel

"A Mulher do Século XX"

A minha biografia

O meu nome é Gabrielle Bonheur Chanel. Nasci numa família pobre em Saumur, França, no dia 19 de Agosto de 1883. O meu pai era um vendedor ambulante e a minha mãe trabalhava no campo. Perdi a minha mãe quando tinha seis anos. Já tinha sintomas de tuberculose, mais tarde acabou por falecer.
Ela deixou-me com mais quatro irmãos aos cuidados do meu pai. Após o falecimento dela, o meu pai colocou-me num colégio interno, onde cresci e fui educada. Foi inevitável não nos deixar, devido à sua profissão.

Em 1903, já tinha eu 20 anos de idade, saí do colégio. Nessa altura tentei procurar emprego na área do comércio e da dança (como bailarina) e também fiz tentativas no teatro, onde raramente recebi grandes papéis devido à minha estatura, era magra.
Juventude de Coco
Juventude de Coco

Entre 1905 e 1908 adoptei o nome de Coco, durante uma breve carreira de cantora de café-concerto.

Ainda no início dos anos 20, apaixonei-me por um príncipe russo pobre, que tinha fugido com a sua família da União Soviética. A minha relação com Paulovitch fez-me desenhar roupas com bordados do folclore russo. Nesse mesmo período conheci muitos artistas importantes: Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.

Por volta de 1910, na capital parisiense, conheci o grande amor da minha vida, o milionário inglês Arthur Boyle. Ajudou-me a abrir a minha primeira loja de chapéus. Aquele local iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. A minha relação com Boyle fez-me aprender a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz.

Algum tempo depois o nosso envolvimento terminou. Ele quis casar-se com uma inglesa, e talvez já estivesse traçada a sua morte, acabou por falecer uns meses depois num acidente de automóvel.
O desgosto que sofri foi tão grande, foi inexplicável. Então abri a minha primeira casa de costura, comercializando também chapéus. Nesse mesmo estabelecimento, comecei por vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo, e também desenhei as primeiras calças femininas.

Mais tarde fundei outro estabelecimento, em Deauville. Homens e mulheres passaram a frequentar a minha loja. Todas aquelas criações logo caíram no gosto do público e os meus negócios expandiam-se cada vez mais para o ramo da moda, foi fascinante. Na década de 1920, “Chanel já era uma designer influente”, era o que todos diziam.

Entretanto, reinvento a moda e liberto a mulher de panos e cabelos: impus a moda do uso dos cabelos curtos (cabelos à "Garçonne") e o uso do preto, surgiram cada vez mais roupas confortáveis, com tecidos fluidos, peças emprestadas do guarda-roupa masculino e saias mais curtas, em contraste com a silhueta feminina rígida daquela época. Com todas aquelas transformações uma mulher bem vestida passou a ser uma mulher pouco vestida, e em estilo desportivo.

Grandes actrizes de Hollywood usavam as minhas peças, e já era o meu estilo quem ditava moda em todo o mundo. Além de confecções próprias, desenvolvi também perfumes com a minha marca, claro.
Criei o famoso perfume Chanel n° 5, em 1922, que me iria converter numa grande celebridade por todo mundo. Muitos questionavam “porquê o número 5?”, era o meu número da sorte.
Grabielle Bonheur Coco Chanel
Grabielle Bonheur Coco Chanel
"Eu criei um estilo para um mundo inteiro."

Durante a Segunda Guerra Mundial (A II Guerra Mundial) cheguei a trabalhar como enfermeira, porque devido a todas as suas consequências qualquer negócio estava em baixa, incluindo os negócios da moda. Nesta altura, relacionei-me com um oficial nazi. No fim da guerra, os franceses conceituaram mal aquele romance e desvalorizaram as minhas peças. Começaram a surgir as dificuldades financeiras. Para manter a casa aberta, começei a vender as minhas roupas para o outro lado do Atlântico, então desloquei-me à Suíça, para lá residir.

Comecei a aparecer nas revistas de moda, com a criação dos meus casacos, fatos, sapatos… Isto tudo devido à grande admiração que Jackie Kennedy, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos tinha por mim. Ela concedeu-me aquele objectivo que qualquer artista desejava, aparecer num órgão de comunicação.

Entretanto, no ano de 1954, regressei do esquecimento de toda a gente, voltei a Paris e retomei os meus negócios na alta-costura. Posso dizer que a minha carreira teve um renascimento na década de 1950. O cárdigã, o vestido preto e as pérolas tornaram-se marca registada do estilo Chanel. A marca Chanel acabou tornando-se um grande império, que inclui bolsas, sapatos, jóias, acessórios e perfumes.

Eu, Gabrielle Bonheur Coco Chanel faleci num hotel na cidade de Paris, no ano de 1971, onde residi durante largos anos. No ano da minha morte, aos 87 anos, ainda trabalhava activamente, desenhando uma nova colecção. O meu funeral foi assistido por centenas de pessoas que usaram os meus trajes como sinal de homenagem.

Adereços utilizados por Coco Chanel
Adereços utilizados por Coco Chanel
”Não há nada que se assemelhe. Sou escrava do meu estilo. Um estilo não sai da moda, Chanel não sai da moda.”

Os meus símbolos

A bolsa com alças de corrente dourada, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto são os símbolos de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda. Mas foi o meu perfume, o Chanel nº 5 que me tornou milionária. "Coco Chanel não estava apenas à frente do seu tempo, ela estava à frente de si mesma". Ao olhar para o trabalho de estilistas contemporâneos, vê-se que muitas das suas estratégias ecoam o que já fiz. Desenvolvi uma mistura do vocabulário de roupas femininas e masculinas e criei uma moda que deu ao usuário um sentimento de luxo íntimo, em lugar da ostentação; estes são apenas dois exemplos de como o meu gosto e senso de estilo ultrapassam a moda actual.
Consideravam-me a mulher respingona, de cigarro ao canto da boca, com o cabelo curto e uma magreza elegante.


Chapéu de Coco Chanel
Chapéu de Coco Chanel
“Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher.”

Eu era uma artista, inteiramente independente, uma referência não só como estilista, mas como mulher.
Deixei a minha marca no mundo e revolucionei a moda internacional. Actualmente, sou ainda lembrada por ter sido um dos mais importantes ícones da mudança dos conceitos, estilos e valorização feminina no século XX. Eu, Gabrielle Bonheur Coco Chanel revolucionei a década de 20, libertando a mulher dos trajes desconfortáveis e rígidos. Com um verdadeiro mito, reproduzi a minha própria imagem: independente, bem-sucedida, com personalidade e estilo.



Bibliografia

http://4.bp.blogspot.com/_8VASCstPX9s/SL7KeBaTE3I/AAAAAAAAAGM/2orjqPOOXDs/s320/Segunda++Guerra+Mundial.png
http://www.tg3.com.br/2gm/
http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u285.jhtm
http://thalmeida.blogspot.com/2009/08/biografia-coco-chanel.html
http://breadandroses.wordpress.com/2008/01/20/e-tempo-de-gabrielle-%E2%80%9Ccoco%E2%80%9D-chanel/
http://almanaque.folha.uol.com.br/chanel.htm
http://www.youtube.com/watch?v=bvDFPjx-uBU
http://static.hsw.com.br/gif/eiffel-tower-landmark-4.jpg


Realização do trabalho

Adriana Leitão e Catarina Correia - 9ºD