​António Gaudi

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António Gaudi

Os meus pais deram-me o nome de Antoni Placid Gaudí i Cornet, nasci em Reus,Espanha a 25 de Junho de 1852 e faleci em Barcelona, Espanha a 10 de Junho de 1926. Morri aos 74 anos, vítima de atropelamento.
Fui um arquitecto catalão, um dos mais simbólicos da cidade de Barcelona, apareço como um arquitecto de novos modelos plásticos ligado ao modernismo catalão, e variante local da arte nova.
Os meus primeiros trabalhos possuem grande influência da arquitetura gótica e da arquitetura catalã tradicional. Em Barcelona a minha arquitectura assumiu níveis de excepção, num ambiente essencialmente funcionalista de uma cidade de desenvolvimento industrial. Deixei-me influenciar por inúmeras tendências, mas nunca tendo copiar algum estilo. Nos primeiros anos da minha carreira, fui fortemente influenciado pelo arquitecto francês Eugene Viollet-le-Duc, responsável pelo seu país voltar às formas góticas da arquitectura.
Com o tempo, entretanto, passei a adoptar uma linguagem escultórica bastante pessoal, projectando edifícios com formas fantásticas e estruturas complexas. Possuí um método de trabalho incomum para a época, utilizando modelos tridimensionais em escala moldados pela gravidade, ou pe ças cerâmicas quebradas para compor superfícies. Algumas das minhas obras-primas, mais notavelmente o Templo da Sagrada Família possuem um poder quase alucinatório.



O Meu Estilo
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Casa Batlló

Uma primeira fase que se pode identificar na minhas arquitectura é chamada de “mourisca”, uma vez que me inspirei num tipo de construções, as formas, as cores, os materiais, tudo apontado na mesma direcção. Outra fase importante das minhas obras foi a que decorreu sob o Parque de Güell. A sua casa já esteve aberta aos artistas e aí cheguei a morar onde estive em contacto com a chamada “Arte Nova”, que vim a usar mais tarde. Uma outra e última fase identificável na minhas arquitectura é o que se pode classificar de período “gótico”, utilizei os princípios deste estilo, bem como algumas das suas formas mais típicas, no entanto o estilo gótico que usei manifestou-se também em inovações ousadas, como são, por exemplo, os meus arcos parabólicos.
Já como arquitecto conhecido, fui a procura de um estilo próprio e como exemplos, tenho as casas Batló e Milá, de tal forma ousadas eram essas minhas construções que o público de Barcelona, apesar da estima e do prestígio que tinham por mim, não as conseguiu deixar de apelidar como aberrações. No entanto a minha maior obra foi o Templo da Sagrada Família, obra a que dediquei a maior parte da minha vida, os 12 últimos anos da minha existência.